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Problemas de acessibilidade voltam a gerar reclamações em jogo da Copa no Mineirão

Assistir aos jogos de Copa do Mundo no Mineirão é um desafio para pessoas com mobilidade reduzida. Nesta terça-feira, dia do duelo entre Bélgica e Argélia, a grande reclamação foi quanto à acessibilidade ao estádio, assim como ocorreu no último sábado, no confronto entre colombianos e gregos.

Os problemas começam bem antes de chegar ao Gigante da Pampulha. Por motivos de segurança, a Fifa isola uma área em volta do estádio e permite a passagem apenas de quem possui o ingresso. Quem vem pela avenida Antônio Carlos segue andando por toda a avenida Abrahão Caram. Quem escolhe passar pela avenida Carlos Luz é parado próximo ao bairro Ouro Preto. Para idosos e deficientes, a Fifa disponibiliza pequenos automóveis para fazer o percurso até o Mineirão.

Contudo, alguns torcedores se queixam da falta de carros. “A Fifa impede de chegar com o carro. Então, a gente tem que deixá-lo lá em baixo no bairro Ouro Preto. Assim, fica muito distante para um idoso percorrer essa distância toda a pé. Nesse ponto está deixando muito a desejar. E o acesso é fundamental”, relata Cristiane Gomes, que estava acompanhada de familiares idosos.

“Não tem o carrinho que a Fifa tanto divulgou para trazê-los. Então a subida do Mineirão fica impossível para um idoso ter acesso. Na Copa das Confederações tinha, mas nesses jogos da Copa não teve”, acrescentou.

A reportagem ficou das 10h30 ao meio-dia em frente ao portão C, alvo de muitas reclamações no primeiro jogo da Copa em Belo Horizonte. A área, que tem vários assentos reservados a pessoas com dificuldades de locomoção, é de difícil acesso, pois no local, os carrinhos, de fato, estavam em pleno funcionamento. A Fifa determinou horários de saída e chegada. No entanto, muitas pessoas preferiam não esperar por causa da demora.

O estudante Lucas Amaral estava acompanhando o avô Paulo da Silva, cadeirante, de 77 anos. Quando eles chegaram, não havia carrinho para subir a longa passarela. Eles preferiram não esperar. possui dois lances de escada e uma passarela enorme.

A reportagem notou que muitas vezes faltou informação. Foi o que ocorreu com o paulista Vinícius Pazinato, que veio a Belo Horizonte com a família apenas para assistir à partida do Mundial. Com uma das pernas imobilizada, ele subiu com muita dificuldade os dois lances de escada do setor. Em nenhum momento, foi orientado sobre a presença de rampa ou do automóvel.

“Na entrada do estádio, lá em cima, quando o trânsito estava impedido, apareceu um morador e muito gentilmente me deu carona até o estádio. Aqui tive que enfrentar essas escadas. Mas acho que a organização da Copa de um modo geral está muito boa”, avaliou.

Para alguns, não houve transtornos. A carioca Lygiane Barbosa relata que sempre foi orientada desde a chegada: “Não tive dificuldades, quando parei na barreira da Fifa o pessoal pediu um carrinho e me trouxe até aqui na entrada. Gostei muito de tudo”, afirmou.

O elevador da entrada do portão C, que não estava em operação na partida do último sábado entre Colômbia e Grécia, funcionou normalmente. “Hoje foi tranquilo para se chegar ao assento dentro do Mineirão”, disse Rachel Ribeiro Kux, acompanhada do marido Dieter Kux, de 57 anos, que tem dificuldades para caminhar. Eles também estavam presentes à primeira partida de Copa, no sábado, e enfrentaram muitas dificuldades.

Fifa responde em nota

Procurada pela reportagem durante a semana para esclarecer os problemas ocorridos ainda no primeiro jogo da Copa em BH, a Fifa informou que, no caso do Mineirão, as entradas do estádio são “totalmente acessíveis” e que reforçou o pedido aos voluntários para auxiliar pessoas com dificuldades de locomoção caso haja problemas nos elevadores. Veja a seguir a nota, que não leva em conta os problemas registrados durante o jogo entre Bélgica e Argélia.

“Estamos reforçando a mensagem junto aos voluntários de todos os estádios quanto aos procedimentos de atendimentos aos portadores de necessidades especiais. Entre os procedimentos, quando há uma quebra de elevador, os voluntários são orientados a pedir o serviço de cadeira de rodas ou de carrinho elétrico. O carrinho é um serviço oferecido pela Liberty Seguros e funciona da entrada do estacionamento até as entradas. Em Belo Horizonte, há 32 cadeiras de rodas disponíveis espalhadas nas duas entradas. Na partida Grécia x Colômbia foram feitos 128 atendimentos.

As duas entradas de público geral em Belo Horizonte são totalmente acessíveis. Todos os grupos de catracas e todas as concessões das 12 Sedes têm filas preferenciais para PDMR (cadeirantes, gestantes, idosos e pai/mãe com bebê no colo). Essas filas são devidamente sinalizadas e quando os voluntários são questionados sempre orientam pelas filas corretas”.

Fonte: site Super Esportes

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